E isso ganha reforço agora que a banda inicia seu minifestival itinerante, o Matanza Fest, que passa por diversas cidades brasileiras levando o mote “música boa e bebida barata”.
Conversamos brevemente com o vocalista Jimmy London que falou sobre o novo disco, sobre os anos de estrada e ainda deu dica para quem está começando uma banda: “Trabalhar pra caralho, porque sentado no sofá você não consegue nada, em lugar nenhum”.
Jimmy conta que o novo disco de estúdio da banda “é meio que um álbum Zumbi”. Isso porque o repertório traz músicas que a banda fez no início da carreira, mas que não tinham sido gravadas.
O músico fala também sobre o processo de gravação e produção do disco: “o som do Matanza é muito orgânico. Bateria tem som de bateria e assim por diante. Não tem espaço pra delay, phaser nem porra nenhuma”. Confira a entrevista a seguir.
Dia 15 de dezembro tem o Matanza Fest aqui em São Paulo. O que o público pode esperar desse show, que na verdade é um festival com Ação Direta, Trampa, Nervo Chaos, Baranga e Claustrofobia?
Jimmy London: Acho que teremos uma bela noite. Boas bandas, um lugar bem maneiro, um som de alto nível. Na verdade á tudo aquilo que sempre desejamos pra todos os eventos e que achamos que o publico merece. Feito na medida pra quem quer se divertir.
Foi difícil organizar um show com tantas bandas e que passa em cidades diferentes?
JL: Na verdade, ainda tá sendo. Mas se chegarmos aos shows e virmos a rapaziada se divertindo, vai tudo valer a pena. A ideia é exatamente essa, entregar pro público do Matanza e de todas as bandas nada menos do que eles merecem.
Nesse show, vocês lançarão novo álbum de estúdio, "Thunder Dope". A primeiro música anunciada do disco é "Goredoom Jamboree", que não é tão nova assim, foi composta no início da carreira, antes do primeiro disco. Todo o repertório é antigo? Esse material estava perdido em alguma gaveta? Por que lançá-lo agora?
JL: Honestamente, porque deu vontade. Sempre tivemos essas músicas encostadas e sempre pensamos em fazer algo com elas. Tivemos tempo pra trabalhar agora, e não desperdiçamos a oportunidade. Um disco de músicas que nunca saíram do papel, ou pelo menos nunca tinham tido chance de aparecer nos shows. “Goredoom”, por exemplo, é oficialmente a primeira musica do Matanza.
O que mais vocês podem adiantar sobre o disco?
JL: Já estamos adiantando tantas musicas que daqui nem sobra mais nada de surpresa. Mas acho que e isso ai, músicas antigas, músicas inacabadas, músicas que foram usadas pra outras coisas e agora renasceram... É meio que um álbum zumbi...
O álbum anterior foi gravado em equipamento analógico. Como foi o processo de gravação de "Thunder Dope"? Vocês são do tipo que gostam de novidades tecnológicas, programas, plugins, efeitos ou preferem um lance mais 'old school'?
JL: A gente nem tem muito onde usar plug ins ou efeitos, porque todo o som do Matanza é muito orgânico. Bateria tem som de bateria e assim por diante. Não tem espaço pra delay, phaser nem porra nenhuma. Também não tem muito espaço pra reverb, pela velocidade das músicas. Então é só uma questão de acertar os volumes e compressores e meter bala. Acaba sendo ‘old school’ mesmo.
A premissa do Matanza Fest, conforme vocês divulgaram, é "música boa e bebida barata". Em outras palavras, o que vocês querem é oferecer diversão. Isso resume a proposta da banda nesses 16 anos? Era isso o que vocês queriam desde o início?
JL: Com certeza. Desde o início pensávamos em ter mais participação em tudo que fazíamos, e hoje em dia estamos conseguindo. O Matanza Fest é mais uma dessas coisas que queremos produzir do nosso jeito. E vai ter muito mais coisa do Matanza daqui pra frente, pode ter certeza.
O Matanza tem 6 CDs, um DVD e realiza cerca de 90 shows por ano. O que o tempo e a estrada trouxeram para vocês?
JL: Nos trouxe, por exemplo, a possibilidade de poder organizar um festival itinerante como esse, alem de uma porrada de histórias engraçadas e anos e anos de muita risada. Eu não poderia pensar numa vida melhor!
Como está o mercado e o espaço para bandas de rock atualmente? Alguma dica para quem está começando agora?
JL: Trabalho. Igualzinho qualquer outra profissão. Trabalhar pra caralho, porque sentado no sofá você não consegue nada, em lugar nenhum. E tem espaço pra todo mundo. Só precisa seguir a dica.
Qual o futuro do Matanza?
JL: Exatamente a dica acima: continuar trabalhando que nem um cachorro, pra poder continuar crescendo e fazendo cada vez mais coisas legais, como o Matanza Fest. É o que gostamos de fazer e assim continuaremos.
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